Responsorium de Salmo (7)
R.. Dóminus judicat pópulos: júdica me, Dómine, secúndum justítiam meam, et secúndum innocéntiam meam super me. (Salmo 7:9)
O Senhor julga os povos: julga-me, Senhor, segundo a minha justiça e segundo a minha integridade que está em mim.
1. Dómine, Deus meus, in te sperávi: salvum me fac ex ómnibus persequéntibus me, et líbera me. (Salmo 7:2)
Senhor, meu Deus, em ti confiei: salva-me de todos os que me perseguem e liberta-me.
2. Lest forte rápiat, ut leo, ánimam meam, dum non est qui rédimat, neque qui salvum fáciat. (Salmo 7:3)
Para que não arrebate, como leão, a minha alma, enquanto não há quem resgate, nem quem salve.
3. Júdica me, Dómine, secúndum justítiam meam, et secúndum innocéntiam meam super me. (Salmo 7:9)
Julga-me, Senhor, segundo a minha justiça e segundo a minha integridade que está em mim.
4. Consummábit malítiam peccatórum, et diriges justum, scrutans corda et renes, Deus. (Salmo 7:10)
Porás fim à maldade dos pecadores e fortalecerás o justo, ó Deus que sondas os corações e os pensamentos.
Reflexão:
A voz do Justo ressoa entre os homens, mas nem todos a reconhecem. Diante da verdade que se manifesta, alguns se curvam e outros endurecem o coração. Os guardas enviados para prender Jesus encontraram-se desarmados diante da palavra que julgava sem condenar, que iluminava sem impor. No mistério do tempo, a justiça se cumpre sem a violência dos homens, pois o que é verdadeiro não precisa da força para se manter.
O julgamento divino não é o peso de uma lei imposta, mas a revelação da essência de cada um. Quem busca a verdade caminha na direção do que é eterno, pois aquele que fala com a voz da eternidade não pode ser aprisionado pelo efêmero.